Com este blog pretende-se dar a conhecer um pouco do espirito que irá rodear a equipa de Infantis na proxima temporada.
Procuraremos informar e incentivar tanto os jogadores como o publico que nos ira acompanhar.
Este Blog é informativo, elaborado por simpatizantes do H.C. Sintra, e não reflecte as posições oficiais do Clube ou dos seus dirigentes.
A Administração do blog reserva-se o direito de analisar e autorizar, ou não, a publicação de todos os comentários excluindo todos aqueles que não respeitem os parametros defenidos para o presente.

Plantel 2007/2008

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

TREINAR ESCALÕES DE FORMAÇÃO

A propósito do acto de treinar escalões de formação

Nas minhas leituras sobre treino desportivo, o treino de jovens é sempre um tema recorrente, e pelo qual nutro uma atenção particular. Aliás, tenho para mim, no meu inconsciente, que livro técnico no qual não haja referência ao treino de jovens não é um livro completo. Muitas das vezes, se tiver um capítulo sobre os mais jovens, já é um ponto a favor da sua aquisição e por conseguinte da sua leitura.

Vem isto a propósito de um livro que se intitula “Se não fosse para ganhar…” o qual ao primeiro olhar pensei, “ mais um dos muitos que este ano são sobre a temática em voga” que bem sabemos qual…Futebol. Mesmo assim decidi-me por ver melhor o dito manual, e eis que a letras mais pequenas aparece “a importância da dimensão táctica no ensino dos Jogos Desportivos Colectivos”.
Após a leitura do verbo “ensino” decido folheá-lo e vou directo ao Índice.
Apercebo-me, pela estrutura apresentada, que o manual merece a leitura e que não é sobre futebol.

E não é que não me arrependi nem um pouco pela decisão tomada.

Veja-se o que o autor, António Pinto Lopes, na página 80, escreve a propósito da realidade do treino de jovens:

O que estamos afinal a oferecer aos jovens?

.Sessões de treino monótonas – ainda predominam, na maioria dos casos, o ensino das técnicas fora do contexto do jogo;

. Competições onde o stress é na maior parte das vezes excessivo para a idade dos praticantes – o “ganhar” nos escalões de formação constitui uma obsessão por parte dos treinadores, e mais recentemente, também por parte dos encarregados de educação;

. A necessidade de apresentar resultados leva muitas vezes a uma dedicação excessiva à actividade e ao afastamento dos colegas;

. O volume do treino, em muitos casos excessivo em função do escalão etário dos praticantes;

. A obsessão por rendimentos precoces – o ditado “de pequenino é que se torce o pepino” tem sido responsável por muitos excessos cometidos, no treino de crianças e jovens.

Mais à frente, página 83, o autor indica uma série de preocupações que têm de constar no âmbito do processo de formação de jovens atletas.
E diz:

Em termos operacionais exige-se uma prestação de serviços de qualidade no ensino dos JDC no respeito, entre outros, pelo seguinte decálogo:

1- Necessidade de sucesso individual, em especial, numa primeira fase da aprendizagem;

2- Propostas metodológicas capazes de suscitar a adesão das crianças e dos jovens, porque adaptadas ao escalão etário considerado, logo alegres e que proporcionem prazer pela sua dinâmica, embora sem perda de eficácia;

3- Enquadramento humano qualificado e especializado, atento às tendências mais recentes ao nível da investigação;

4- Condições de envolvimento ao nível dos recursos humanos (dirigentes, pais e treinadores) pouco agressivas;

5- Condições estimulantes ao nível do apetrechamento;

6- Quadros competitivos adequados, ao escalão etário considerado, sem procurar tirar conclusões “definitivas” e apressadas;

7- Encarregados de educação participativos e informados que exijam um enquadramento de qualidade para os seus educandos, mas que ao mesmo tempo concedam espaço e liberdade indispensável a quem ensina;

8- Selecção de atletas para o sucesso (rendimento), realizada com apoio cientifico de entidades competentes (Escolas de Ensino Superior) e devidamente integrada no Sistema Desportivo;

9- Garantias da continuidade da prática desportiva, para aqueles que não têm condições para enveredarem pelo rendimento (a esmagadora maioria, cerca de 80%);

10- Respeito pelo jovem atleta, afinal a razão de ser da actividade desportiva.

Fonte:
António Pinto Lopes: “Se não fosse para ganhar…a importância da dimensão táctica no ensino dos Jogos Desportivos Colectivos”. 2007. Campo das Letras

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Selecção Distrital de Lisboa - Iniciados Masculinos

Vai realizar-se o 1º. Treino de Visionamento no dia 17 de Dezembro de 2007 no Pavilhão do GDS Cascais das 10h00 às 12h30 com o objectivo de constituir a Selecção Distrital de Lisboa que representará a AP Lisboa no Inter-Regiões "Páscoa 2008".

In "Ass. Patinagem de Lisboa"


Do HC Sintra foram chamados o André Martins, o Rui Dinis e o Gonçalo Reis.
Para eles aqui fica o Nosso apoio e que esta chamada sirva de motivação para continuarem a trabalhar, ainda com mais afinco, independentemente do resultado final.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Aqui me despeço!

Lamentavelmente este foi o último texto que escrevi esta época para o nosso “blog”

“Termino” aqui a minha colaboração iniciada na época passada, fazendo comentários semanalmente aos jogos. Não porque se tenha passado algo, mas por uma questão única de opção. Entendo que na minha qualidade de dirigente não o devo fazer, mantenho o “Sticadas” para o fim da época e espectador atento e solidário com a equipa. Ao Administrador que é o grande obreiro desejo-lhe que tudo continue a correr como até aqui, bem.

Nuno de Sousa


(O anterior Post bem como os respectivos comentários foram reemovidos por não respeitarem os objectivos do blog!)

domingo, 4 de novembro de 2007

O Hoquei em Patins e o HC Sintra estão de luto!!!


ANTÓNIO RAIO (1923 - 2007)

Faleceu ANTÓNIO JESUS RAIO JÚNIOR aos 84 anos.
Foi dos primeiros campeões da Europa e do Mundo.
Atleta e Dirigente do seu Clube de sempre – Hockey Club de Sintra.
Sócio de Mérito da Federação de Patinagem de Portugal e da Associação de Patinagem de Lisboa.
Seleccionador Nacional de Hóquei em Patins nos anos 1960, 1961, 1968 e 1969.
Em tempos onde as competições não abundavam conseguiu atingir as marcas de 95 internacionalizações com 22 golos marcados.
Em sua homenagem reproduzimos, com a devida vénia, parte do texto que se encontra inserido no livro Hockey Club de Sintra - Sessenta anos ao Serviço do Desporto e do Concelho de Sintra, de Francisco Hermínio dos Santos, que narra a festa de homenagem e de despedida de António Raio realizada em 15 de Abril de 1958.

“...O jornalista desportivo Alfredo Rebelo, nas páginas do Jornal de Sintra sintetizou, assim, o papel desportivo de António Raio: «Julgamos que o defesa sintrense conseguiu atingir o máximo a que um desportista poderá aspirar, mas, para nós, a maior vitória de Raio foi o prestígio que atingiu ao impor na selecção a sua maneira de jogar. Até então, os defesas jogavam numa faixa restrita, nunca se aventurando a sair da grande área, colocando-se a maior parte das vezes junto ao seu guarda-redes e limitando-se a interceptar e a afastar a bola, sem nunca procurarem colaborar com o médio e os avançados; pois Raio, ao integrar-se na equipa nacional, modificou por completo a táctica usada, passando a actuar umas vezes na defesa, em colaboração com o seu médio, outras descendo vertiginosamente ao campo contrário, servindo os avançados com passagens suaves que tantas e tantas vezes originaram golos» E acrescentou:«Raio, além do seu inultrapassável valor como praticante, atingiu também uma noção perfeita do verdadeiro desportista, pois a sua conduta disciplinar foi irrepreensível , o que contribuiu em grande parte para a estima em que é tido, quer por colegas, quer por adversários»

Transcrito do site da APL

Á familia enlutada enviamos as nossas mais sentidas condolencias.